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Histórico

A Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF) tem sua origem no Centro do Planejamento Municipal (CPM), fundação instituída em 1989 junto ao Gabinete do Prefeito com a finalidade de conceber e acompanhar o macroplanejamento do Município. Em 1997 assume a atual denominação e passa a ser vinculada à secretaria responsável pelo planejamento do desenvolvimento urbano de Salvador.  No período de 1997 a 2012, se especializa na elaboração e no gerenciamento de planos urbanísticos e, principalmente, de projetos de urbanização de espaços públicos e de equipamentos urbanos. Por seu intermédio são desenvolvidos e implantados importantes projetos de requalificação de corredores viários, parques e outros espaços públicos de Salvador.

A partir de 2013, a FMLF intensifica sua atuação na elaboração e gerenciamento de projetos de requalificação urbana, cumprindo uma extensa agenda de planejamento e intervenções em espaços e equipamentos públicos.  Novos padrões de funcionalidade e qualidade são incorporados na concepção e desenvolvimento dos projetos, cujos resultados passam a ser observados em toda Salvador. São referências dessa fase a nova orla do Rio Vermelho e da Barra/Ondina, a requalificação da orla do Subúrbio, o conjunto de intervenções urbanísticas no bairro do Comércio e a implantação de novos parques urbanos.

Adicionalmente, a FMLF participa da concepção de planos e projetos de melhoria do habitat para comunidades pobres de Salvador, a exemplo da Guerreira Zeferina – a primeira Zona Especial de Interesse Social (ZEIS) regularizada no Município – e do Projeto Novo Mané Dendê, com foco no saneamento ambiental e urbanização do Subúrbio Ferroviário contribuindo para a melhoria do bem-estar econômico e da qualidade de vida da população da Bacia do Rio Mané Dendê, nas esferas econômica, social e de saúde através da melhoria sustentável das condições socioambientais e de urbanização. Por meio de acordo de cooperação técnica internacional com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), desenvolve estudos e projetos para o Centro Antigo de Salvador envolvendo a mobilidade, a moradia e a conservação do território, reconhecido como patrimônio da humanidade

No que se refere ao macroplanejamento, sob a coordenação técnica da FMLF foram elaborados estudos territoriais e socioeconômicos para a revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), institucionalizado em 2016, e para a formulação do Plano Salvador 500, agenda de desenvolvimento com horizonte de longo prazo que projeta para o ano de 2049 uma cidade mais integrada e menos desigual. Cabe à Fundação a avaliação das metas estabelecidas no plano e o monitoramento dos indicadores que medem os resultados.

Outro aspecto marcante da atuação da FMLF é a sua relevância como centro de referência de dados e conhecimento sobre Salvador, utilizado para a formulação e acompanhamento de políticas públicas e para subsídio a projetos privados e estudos acadêmicos.  Estas informações estão abertas para o uso e consulta pública por meio do Portal Salvador Dados e da biblioteca que reúne importante acervo documental físico e digital sobre a atividade de planejamento na cidade de Salvador desde os anos 1970.  Ainda no que se relaciona a acervos, a FMLF é responsável pela manutenção e atualização da Maquete de Salvador, um modelo tridimensional da cidade reduzida 2.000 vezes que foi tombada em 2020 pela Fundação Gregório de Mattos (FGM) como patrimônio cultural do Município.

PRESIDENTE

Tânia Maria Scofield Souza Almeida é graduada em arquitetura e urbanismo pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Bahia (FAUFBA), onde também tem o título de mestra em Urbanismo, e pós graduada em Desenvolvimento Urbano pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Com prêmios nacionais de melhor projeto de urbanização de favela e de melhor projeto para o desenvolvimento urbano do Subúrbio Ferroviário de Salvador, Tânia Scofield tem como suas principais áreas de interesse: habitação de interesse social, políticas públicas para o desenvolvimento urbano e planejamento, entre outras.

Desde 2013 ocupando o cargo de presidente da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), Tânia Scofield assina a coordenação técnica do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) do Município do Salvador/2016, que, além de identificar problemas estruturais da cidade, permite, na leitura dos seus habitantes, definir uma estratégia de ordenamento territorial, sendo um insumo e produto do planejamento do desenvolvimento do município nas dimensões físico-territorial, ambiental, econômica e cultural. Nesse âmbito, a dimensão territorial é aquela de maior destaque entre todas as relacionadas.

Destaque importante da gestão de Tânia Scofield à frente da FMLF é a coordenação do Plano Salvador 500, lançado, em meados de 2014, pela Prefeitura Municipal, e que pode ser resumido em uma ideia: planejar agora a Salvador que queremos daqui a 35 anos. Ou seja, é um plano traçado hoje para ser implementado ao longo dos anos, de forma que em 2049 o objetivo seja alcançado. Salvador será nesse período uma cidade em constante transformação, uma cidade que caminhará para ser cada dia melhor para todos que aqui vivem.

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EQUIPE

 

 

Presidente: Tânia Scofield Almeida

 

Chefe de Gabinete: Fagner Dantas

 

Diretoria de Planejamento e Informações: Beatriz Loureiro Cerqueira Lima

 

Diretoria de Projetos: Roberto Pina  

 

Gerência de Planejamento e Informações: Fernando Teixeira

 

Gerência de Engenharia: Pedro Bulhões

 

Gerência de Projetos Especiais: Nise Cartaxo

 

Gerência de Projetos Urbanísticos: Yveline Hardman

 

Gerência Administrativo-Financeira: Jessica Passos de Andrade

 

Núcleo de Tecnologia da Informação: Jesus Moura Neto

  

Assessoria de Comunicação: Márcia Athayde de Britto Cunha

 

 

 

MÁRIO LEAL FERREIRA

 

Quem foi Mário Leal Ferreira?

 

 

Baiano de Santo Amaro da Purificação, Mário Leal Ferreira, foi um engenheiro sanitarista, responsável nos anos 1940 pela proposição e coordenação do Plano de Urbanismo da Cidade do Salvador (EPUCS). Ao longo da carreira profissional acumulou várias graduações e especializações e desempenhou funções técnicas e acadêmicas, destacando-se em ambos os campos. Engenheiro geógrafo graduado em 1914 pela Escola Politécnica da Bahia, em 1928 também se forma em engenharia civil pela Escola Nacional de Engenharia no Rio de Janeiro. Com passagem pela Alemanha durante os anos de 1922 a 1924, teve seu interesse despertado pelo tema Higienização de Cidades, sobre o qual aprofundaria estudos posteriormente.  Entre 1930 e 1932 fez curso de Engenharia Sanitária e Sociologia na Harvard University (Massachusetts, E.U.A.), como estudante graduado da Rockfeller Foundation. De volta ao Brasil, entre os anos de 1933 a 1942, foi funcionário público federal como engenheiro sanitarista e professor da Escola Nacional de Engenharia, lecionando nas cadeiras de Higiene Industrial e de Edifícios, Saneamento e Traçados das Cidades.

 

Já bastante conceituado como sanitarista, após desempenhar cargos importantes no Governo Federal na gestão do Presidente Getúlio Vargas, retorna à Bahia na década de 1940 para apresentar um plano de urbanismo para a cidade de Salvador como alternativa à proposta defendida pelo francês Alfred Agache, especialista em planejamento urbano responsável pelo primeiro plano diretor do Brasil, o “Plan Directeur” do Rio de Janeiro em 1930.  A proposta de Mário Leal Ferreira, influenciada pelo urbanismo progressista de Le Corbusier e pelas ideias do urbanista e biólogo escocês Patrick Geddes, concebia o planejamento como um processo e rejeitava a adoção de modelos, não concebendo uma “cidade tipo”, mas tantas cidades quantas a realidade apresentasse. Esse fundamento favorecia a concepção de um urbanismo adaptado à singularidade histórica e geográfica de Salvador.

 

Aprovada a proposta pela municipalidade, o Escritório do Plano de Urbanismo da Cidade do Salvador (EPUCS) começa a funcionar em abril de 1943 comandado por Mário Leal Ferreira. O Plano de Urbanismo da Cidade de Salvador, ou o Plano do EPUCS como é mais conhecido, deixou como legado importantes soluções para problemas que Salvador apresentava em diversas áreas, entre as quais se destaca o sistema de avenidas de vale conjugando o transporte individual, o transporte coletivo, as redes de esgoto e os canais de drenagem. Os resultados do planejamento foram parcialmente apresentados ao então prefeito em 1946, no prazo originalmente previsto para a conclusão.  A complexidade dos trabalhos resultou em sucessivos adiamentos. No dia 11 de março de 1947, ainda no decurso dos trabalhos, morre Mário Leal Ferreira em razão de problemas gástricos, assumindo o comando do EPUCS o arquiteto Diógenes Rebouças.

 

VISÃO

Ser uma referência na elaboração de planos e projetos de desenvolvimento urbano e na gestão de informações sobre a cidade de Salvador, atuando de forma participativa e orientada pelo compromisso social, qualidade e inovação.

MISSÃO

Contribuir para o desenvolvimento sustentável da cidade de Salvador, por meio da elaboração de planos e projetos e da produção e gestão de informações urbanas, visando a melhoria do ambiente urbano e a qualidade de vida das pessoas.

HISTÓRICO

 
 

A Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF) tem sua origem no Centro do Planejamento Municipal (CPM), fundação instituída em 1989 junto ao Gabinete do Prefeito com a finalidade de conceber e acompanhar o macroplanejamento do Município. Em 1997 assume a atual denominação e passa a ser vinculada à secretaria responsável pelo planejamento do desenvolvimento urbano de Salvador.  No período de 1997 a 2012 se especializa na elaboração e no gerenciamento de planos urbanísticos e, principalmente, de projetos de urbanização de espaços públicos e de equipamentos urbanos. Por seu intermédio são desenvolvidos e implantados importantes projetos de requalificação de corredores viários, parques e outros espaços públicos de Salvador.

  

A partir de 2013 a FMLF intensifica sua atuação na elaboração e gerenciamento de projetos de requalificação urbana, cumprindo uma extensa agenda de planejamento e intervenções em espaços e equipamentos públicos.  Novos padrões de funcionalidade e qualidade são incorporados na concepção e desenvolvimento dos projetos, cujos resultados passam a ser observados em toda Salvador. São referências dessa fase a nova orla do Rio Vermelho e da Barra/Ondina, a requalificação da orla do Subúrbio, o conjunto de intervenções urbanísticas no bairro do Comércio e a implantação de novos parques urbanos.

 

Adicionalmente, a FMLF participa da concepção de planos e projetos de melhoria do habitat para comunidades pobres de Salvador, a exemplo da Guerreira Zeferina – a primeira Zona Especial de Interesse Social (ZEIS) regularizada no Município – e do Projeto Novo Mané Dendê, com foco no saneamento ambiental e urbanização do Subúrbio Ferroviário contribuindo para a melhoria do bem-estar econômico e da qualidade de vida da população da Bacia do Rio Mané Dendê, nas esferas econômica, social e de saúde através da melhoria sustentável das condições socioambientais e de urbanização. Por meio de acordo de cooperação técnica internacional com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), desenvolve estudos e projetos para o Centro Antigo de Salvador envolvendo a mobilidade, a moradia e a conservação do território, reconhecido como patrimônio da humanidade

  

   No que se refere ao macroplanejamento, sob a coordenação técnica da FMLF foram elaborados estudos territoriais e socioeconômicos para a revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) institucionalizado em 2016 e para a formulação do Plano Salvador 500, agenda de desenvolvimento com horizonte de longo prazo que projeta para o ano de 2049 uma cidade mais integrada e menos desigual. Cabe à Fundação a avaliação das metas estabelecidas no plano e o monitoramento dos indicadores que medem os resultados.

 

Outro aspecto marcante da atuação da FMLF é a sua relevância como centro de referência de dados e conhecimento sobre Salvador utilizado para a formulação e acompanhamento de políticas públicas e para subsídio a projetos privados e estudos acadêmicos.  Estas informações estão abertas para o uso e consulta pública por meio do Portal Salvador Dados e da Biblioteca que reúne importante acervo documental físico e digital sobre a atividade de planejamento na cidade de Salvador desde os anos 1970.  Ainda no que se relaciona a acervos, a FMLF é responsável pela manutenção e atualização da Maquete de Salvador, um modelo tridimensional da cidade reduzida 2.000 vezes que foi tombada em 2020 pela Fundação Gregório de Mattos (FGM) como patrimônio cultural do Município.

 

 
 

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