A Prefeitura de Salvador inaugurou ontem (9), a Escola de Ofícios Tradicionais de Salvador, na Casa das Sete Mortes, no Centro Histórico. Iniciativa liderada pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), a Escola é voltada à formação gratuita de trabalhadores para um mercado que cresce na capital baiana: a recuperação, conservação e restauração de edificações históricas. A primeira turma terá 30 alunos e será formada no curso de pintura tradicional com pigmentos naturais. As aulas começam no dia 15 de setembro e seguem até 17 de dezembro. A formação é totalmente gratuita e combinará conhecimentos técnicos e atividades práticas relacionadas à conservação do patrimônio edificado. Para a presidente da FMLF, Tânia Scofield, a criação da escola responde simultaneamente a uma necessidade econômica e social da cidade.

“Esse projeto surgiu porque identificamos um mercado de trabalho em expansão na cidade, de recuperação e restauro de edificações históricas, e uma grande carência em Salvador de mão-de-obra capacitada para atuar nessa área, utilizando de técnicas e saberes tradicionais. Então, fomos buscar onde haveria uma escola de ofícios no país, e só encontramos uma em Mariana. Portanto, no Brasil praticamente não há essa formação, e entendemos que Salvador, com todo o seu Centro Histórico, seria o lugar ideal para isso”, afirma.
A escola tem consultoria técnica do Instituto Pedra, referência nacional na área de preservação do patrimônio cultural e responsável pela criação da Escola de Ofícios de Mariana, em Minas Gerais.

Mercado – A demanda por esses profissionais acompanha uma nova fase de dinamismo econômico e cultural vivida pelo Centro Histórico e pelo Comércio de Salvador. Áreas que concentram centenas de imóveis históricos passaram, nos últimos anos, a receber investimentos públicos e privados para restauração e adaptação das antigas edificações a novos usos.

O chamado retrofit — processo de recuperação e adaptação de um imóvel existente para que possa receber uma nova função, preservando características arquitetônicas relevantes — vem ganhando espaço na região. Edificações históricas têm sido transformadas em hotéis, equipamentos culturais, espaços gastronômicos, empreendimentos comerciais e outros usos, criando uma cadeia de serviços diretamente relacionada à conservação do patrimônio.

“O objetivo da Escola de Ofícios Tradicionais é capacitar operários que possam atuar nesse imenso potencial do Centro Histórico e do Comércio de Salvador, gerando emprego e renda. Desde 2013, essa região passou a ser prioridade da Prefeitura, que trouxe as secretarias para cá e investiu no restauro de edificações históricas, como a Cidade da Música da Bahia e a Casa das Histórias de Salvador, entre outras. A partir disso, a iniciativa privada também tem investido, mas identificamos falta de mão de obra capacitada. Por isso, precisamos de formar trabalhadores para dominarem as técnicas e materiais tradicionais, que foram utilizados na construção desses imóveis”, explica Tânia Scofield.
Com um dos maiores conjuntos de arquitetura colonial portuguesa da América Latina, Salvador reúne no Centro Histórico e no Comércio um patrimônio que, além de valor cultural, representa um ativo econômico para a cidade. A proposta da FMLF é fazer com que a preservação desses imóveis também gere oportunidades para os trabalhadores soteropolitanos, transformando conhecimentos tradicionais em qualificação profissional, emprego e renda.

Patrimônio – A escolha da Casa das Sete Mortes para receber a escola reforça a própria lógica do projeto. Localizado na Rua do Passo, o imóvel é tombado e também passou por processo de restauração. O espaço será utilizado para transmitir conhecimentos relacionados a técnicas construtivas e materiais presentes em edificações históricas, contribuindo para que esses saberes não sejam perdidos entre gerações.
A proposta é que a escola avance gradualmente na oferta de cursos, acompanhando as necessidades do mercado e ampliando a formação em diferentes ofícios. Entre as áreas relacionadas à conservação de imóveis históricos estão técnicas de alvenaria, carpintaria, ferragem, cantaria e pinturas especiais, incluindo trabalhos com cal, óleo, estêncil e pátina.
A experiência do Instituto Pedra em Mariana será utilizada como referência para a estruturação da iniciativa em Salvador. Desde 2019, a instituição desenvolve, em parceria com a Prefeitura de Mariana, um modelo de formação profissional voltado aos ofícios tradicionais ligados à conservação do patrimônio histórico.
Novos usos – A criação da escola ocorre em paralelo a uma série de ações que vêm modificando a dinâmica do Centro Histórico e do Comércio. Pela Prefeitura, a região recebeu equipamentos como a Casa do Carnaval, a Cidade da Música da Bahia e a Casa das Histórias de Salvador, além de intervenções de restauração no Elevador Lacerda, Mercado Modelo e Museu da Misericórdia.
A Prefeitura assinou a ordem de serviço para a execução do Projeto de Urbanização da Comunidade do Pé Preto, em 26 de junho, na presença de representantes da Associação de Moradores, do Ministério das Cidades, da Casa Civil, e da própria Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF) que coordena o projeto , de autoria da A+P Arquitetos. A Comunidade de Pé Preto, ocupação extremamente precária e socialmente vulnerável, com muitos casebres feitos de forma improvisada e sobre dunas de areia, instalados nas proximidades do Parque da Cidade, foi considerada prioritária pela Prefeitura de Salvador.


A Fundação iniciou, desde 2022, em conjunto com os moradores, a construção coletiva de um projeto que, mais do que melhorias urbanas e novos equipamentos públicos, prevê uma intervenção estruturante total, com a retirada das famílias das áreas das dunas, além do acesso a infraestrutura adequada, espaços públicos, equipamentos comunitários, entre outras ações.
A possiblidade de execução de um projeto orçado, em aproximadamente, 60 milhões de reais, para a construção de 270 unidades habitacionais, galpão para reciclagem, esgotamento sanitário, pavimentação e iluminação, entre outros, surgiu em 2024, com a seleção de propostas para o Programa Periferia Viva, do Ministério das Cidades, no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento do governo federal. Entre dezenas de propostas, o Projeto de Urbanização da Comunidade de Pé Preto foi um dos selecionados, recebendo parte dos recursos necessários, sendo o restante imediatamente assumido pela prefeitura para garantir a execução. Agora, em 2026, é hora de colher os frutos de um trabalho construído a muitas mãos que vai enfim trazer uma verdadeira mudança de vida para a Comunidade do Pé Preto.
Um importante projeto de Requalificação da Avenida Contorno – até as proximidades do Solar do Unhão -, elaborado pela Fundação Mário Leal Ferreira já está com 1ª etapa em execução. O projeto busca transformar o local, que é de passagem, em uma nova área de lazer e entretenimento, reforçando seu potencial turístico, sem perder a mobilidade que caracteriza esta importante conexão entre as cidades alta e baixa. A intervenção, que compreende dois quilômetros de extensão da via, agrega novas funcionalidades à área, a exemplo de uma nova ciclovia, duas novas praças, um novo mobiliário urbano com bancos para contemplação de uma das vistas mais bonitas da Baía de Todos os Santos, além da criação de uma nova rampa de acesso conectando a Avenida Contorno com o Campo Grande. O objetivo do projeto não só dá mais beleza e eficiência, a uma das mais importantes vias de conexão da cidade, mas também cria um espaço convidativo para que moradores e visitantes descubram uma nova perspectiva dos encantos da nossa cidade.

Ao longo dos últimos 12 anos, investimentos superiores a R$ 1 bilhão em obras de requalificação, incentivos fiscais e ações de dinamização transformaram o Centro Histórico de Salvador. As mudanças podem ser sentidas na ocupação, na abertura de novos empreendimentos, na realização de eventos que movimentam a área, além da construção e reforma de equipamentos públicos que melhoraram o turismo e fomentaram o desenvolvimento econômico de um dos principais patrimônios da humanidade reconhecidos pela Unesco.

Nesse período, a administração municipal fez importantes entregas, seja com reforma ou recuperação de espaços, a exemplo da Casa do Carnaval da Bahia, dos Arcos da Ladeira da Conceição, do Largo Terreiro de Jesus, da Praça da Sé, dos Planos Inclinados Gonçalves e Pilar.
A lista ainda abrange as reativações do Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab) e do Elevador do Taboão, além implantações da Galeria Mercado, da Casa das Histórias de Salvador, do Arquivo Público, da Cidade da Música, do Memorial das Baianas de Acarajé, a recente modernização do Elevador Lacerda, entre outros.

“Quando eu cheguei à Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), em 2013, o Centro Histórico estava absolutamente abandonado, não só pelos imóveis, grande parte deles em abandono. As ruas estavam sem nenhuma manutenção, seja pela pavimentação, seja pela iluminação. Não havia qualquer tipo de melhoria. Naquele momento, o entendimento da administração municipal foi de que poderíamos começar com o projeto da Rua Chile, que apresentava sérios problemas de infraestrutura”, conta Tânia Scofield, presidente da FMLF.
O órgão foi responsável por elaborar o projeto da primeira rua do Brasil e da Praça Castro Alves. Depois dessas duas obras, a Prefeitura promoveu dezenas de outras intervenções que foram proporcionando uma renovação à região, sem comprometer a identidade arquitetônica e cultural da poligonal.

Na prática, os investimentos contemplaram a requalificação de vias e das praças, a construção de equipamentos culturais para a visitação e fortalecimento do turismo e até mesmo a melhoria da mobilidade. Para esta última demanda, foram devolvidos à cidade ascensores que estavam sem funcionar, a exemplo do Plano Inclinado Pilar e do Elevador do Taboão, este último, reativado após mais de seis décadas de abandono.
“Todas essas ações e intervenções que a Prefeitura já realizou no Centro Histórico geraram uma transformação efetiva da região. Não à toa, há toda essa demanda por restaurantes, hotéis e o aumento do turismo. O grande mobilizador do turismo de Salvador é o Centro Histórico, que é o maior exemplar de arquitetura e urbanismo colonial português. Toda essa história preservada é responsável por essa alma e identidade que nenhuma outra cidade tem”, complementa Scofield.

Por parte da iniciativa privada, os dois primeiros grandes empreendimentos a mudar o visual, a fomentar a movimentação de turistas na região e a gerar novos empregos foram o Fera Palace Hotel, em 2017, e o Fasano, em 2018.
Incentivo – Em março de 2024, a Prefeitura de Salvador regulamentou o Programa Renova Centro, que fomenta moradia, empreendedorismo e a circulação de pessoas no Centro Histórico por meio de benefícios fiscais. No total, o Executivo está disponibilizando R$ 500 milhões em renúncia fiscal durante o período de dez anos.
Entre os benefícios estão o perdão integral das dívidas de IPTU e TRSD; isenção de ITIV na aquisição do imóvel e de ISS sobre a prestação de serviços de construção. Além disso, é garantida a dispensa de IPTU e TRSD durante o período das obras para incorporadoras imobiliárias e a isenção de IPTU do imóvel residencial pelo prazo de 10 anos para os adquirentes.
Outras estratégias – Além de toda a requalificação e incentivo fiscal, existe um forte trabalho de comunicação e de divulgação para movimentar a região e impulsionar o turismo local.
Desde 2023, por exemplo, a Prefeitura promove a celebração do Natal no Centro Histórico, que, com o tempo, foi se tornando palco para diversas outras celebrações desenvolvidas ou apoiadas pela administração municipal, como o Carnaval, o Arraiá da Prefs, o Salcine Conecta, o Panorama Internacional Coisa de Cinema, o Viva Verão, o Viver Salvador, os shows e atividades do Circuito Mulheres Negras em Movimento e parte da programação diversificada do Novembro Salvador Capital Afro.
“Salvador vive hoje um novo momento, porque compreendeu que investir no Centro Histórico é investir na cultura, no turismo e, acima de tudo, nas pessoas. Ao longo dos últimos anos, a Prefeitura tem realizado uma série de ações integradas que transformaram essa região. Isso envolve também o fortalecimento da zeladoria urbana e iniciativas como o Viver Salvador, que estimulam moradores e visitantes a ocuparem e vivenciarem a cidade”, afirma o secretário municipal de Cultura e Turismo, Alexandre Reis.

Ainda para o secretário, esse conjunto de investimentos aquece a economia, gera emprego e renda e cria um ciclo virtuoso em que a cultura impulsiona o turismo e o turismo fortalece a cultura.
“Há pouco mais de uma década, Salvador tinha uma oferta muito mais limitada de equipamentos culturais. Hoje, graças à continuidade de uma política pública que reconhece o valor do nosso patrimônio, a cidade oferece experiências que conectam história, identidade e inovação. O maior resultado é ver o Centro Histórico cada vez mais vivo, movimentado e devolvido à população, com mais oportunidades para artistas, empreendedores, trabalhadores e para todos que fazem da cultura um instrumento de desenvolvimento.”
Reportagem: Priscila Machado/ Secom PMS
Com projeto da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), a Prefeitura de Salvador autorizou, na sexta-feira (14), a construção da nova Praça Santa Dulce, no Largo de Roma, que contará com um investimento de aproximadamente R$ 27 milhões. O prefeito Bruno Reis enfatizou que a intervenção a ser executada não se trata de uma requalificação, e sim de um espaço totalmente novo. “É uma nova praça, que será integrada ao Santuário, com uma mudança completa viária e estacionamento. O material utilizado será o que existe de mais moderno, de alto padrão”, explicou o gestor municipal.
A construção da nova Praça Santa Dulce integra um projeto mais amplo na região, para o fortalecimento do turismo religioso. O projeto da praça inclui arena ao ar livre, altar-palco para celebrações, estrutura de apoio aos romeiros, velário, parque infantil, praça de alimentação e um salão museográfico – espaço para projeção audiovisual, com exposição permanente da réplica histórica da Kombi utilizada por Irmã Dulce para socorrer doentes, recolher pessoas necessitadas e transportar alimentos e remédios.

Esse projeto se insere no Plano de Bairro de Itapagipe, um documento amplo, lançado pela Fundação Mário Leal Ferreira, em 2022, e que estabelece diretrizes para o desenvolvimento econômico dos 14 bairros da região e possibilita a elaboração de políticas públicas específicas. A presidente da FMLF, Tânia Scofield, apresentou alguns detalhes do projeto da nova praça. “Vamos usar pela primeira vez na cidade a pedra portuguesa amarela. Para não ter uma manutenção tão periódica necessária, usaremos os melhores materiais possíveis. E os cobogós, aquelas divisórias vazadas, nós vamos fabricar como aquele véu da Irmã Dulce. Então, ele vai espelhar exatamente a praça toda com o véu da Irmã Dulce”, revelou.
Representante das Obras Sociais Irmã Dulce (Osid) no evento, Sandra Ohlweiler, gestora executiva da organização, elogiou o projeto. “A praça é um ponto de integração dos devotos, voluntários, pacientes das Obras Sociais e da própria comunidade. Acho que vai facilitar bastante a locomoção dos devotos e turistas, inclusive na Festa de Santa Dulce. O projeto ficou muito bonito”, afirmou Sandra.
Para o frei Ícaro Rocha, um ponto fundamental é a integração da nova praça ao Santuário Santa Dulce dos Pobres. “Nós percebemos que o Santuário, em determinadas celebrações, não comporta o número de fiéis. Agora, a praça Santa Dulce se torna também um grande santuário a céu aberto, onde o teto é o céu, o trono de Deus. Então, esse projeto é para nós causa de alegria”, disse o religioso.
O novo espaço também será, ainda segundo o frei, um local de convivência e sociabilidade. “Vai ajudar muito a nossa região da Cidade Baixa, que carece de espaços como esse. Acredito que a comunidade vai ficar feliz. Como nós vimos que ocorreu com a praça do Bonfim. Que espaço bonito, né? As pessoas vão, tem segurança. Todos os dias tem muito movimento ali. E a praça Santa Dulce vai ser mais um outro instrumento para essa convivência”, concluiu.
O início das obras de requalificação da Avenida Constelação e da Rua Rio Almada, no bairro do Monte Serrat, teve ordem de serviço assinada pela prefeitura dia 26 de maio. A intervenção estende-se por aproximadamente 850 metros e atinge uma área de mais de 14 mil metros quadrados, reestruturando este trecho de orla marítima da Baía de Todos os Santos. De autoria da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), o projeto foi desenvolvido a partir de um amplo diálogo construído com os moradores nas oficinas participativas organizadas pelo órgão municipal. Tudo que será implantado está acordado com a comunidade, a exemplo da remodelação do sistema viário, novo mobiliário urbano, melhoria de infraestrutura local, com projeto de drenagem, recuperação da contenção em alvenaria de pedra, criação de espaço de lazer e esportes com quadra e equipamentos de ginástica, parque infantil e nova área para tratamento e venda de pescados, com cobertura, balcão e área de higienização, entre outras melhorias.



A Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF) e o Instituto Pedra assinaram, na quarta-feira, dia 3 de junho, um contrato para desenvolvimento do projeto pedagógico e implantação da Escola de Ofícios Tradicionais de Salvador, iniciativa estratégica e oportuna da Prefeitura Municipal que articula a preservação do patrimônio construído, capacitação profissional e desenvolvimento cultural e social por meio da criação de um centro de referência em saberes e ofícios tradicionais na região do Centro Histórico.
Tendo como referência o modelo implantado com sucesso pelo Instituto Pedra na cidade de Mariana em Minas Gerais, o centro de formação estará voltado à difusão de técnicas construtivas tradicionais e à qualificação de profissionais para a conservação do patrimônio cultural de Salvador.
Atualmente, a cidade não possui uma escola de ofícios com esse foco, o que dificulta a transmissão de conhecimento entre mestres e aprendizes e compromete a adequada preservação do patrimônio construído. A iniciativa fortalece os saberes tradicionais, amplia a capacidade técnica para intervenções em bens históricos e contribuirá para a geração de emprego e renda nos bairros da região do Centro Histórico, onde será instalada a unidade.

A 1ª Oficina de participação comunitária para elaboração do Projeto de Requalificação da Rua do Uruguay e do Largo dos Mares, na Cidade Baixa, foi realizada pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF) na quarta-feira, dia (10). Com a presença de moradores, comerciantes, empresários e mobilizadores sociais, foi destacada a importância da construção coletiva do projeto desenvolvido pela FFA Arquitetura e Urbanismo e coordenado pela FMLF. Fundamentado no Plano de Itapagipe, elaborado pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF) em 2022, o projeto valorizará o espaço público, promoverá a dinamização do bairro e do seu potencial econômico (comércio forte e cultura pulsante) e irá melhorar a mobilidade e acessibilidade, entre outros benefícios. Foi um diálogo rico, com contribuições de quem conhece e vive o território. Alinhando esse conhecimento ao aporte técnico, vamos garantir mais qualidade urbana para toda a região.

Quem passou pela Avenida Mário Leal Ferreira, conhecida como Bonocô, nos últimos dias, já percebeu um cenário diferente no canteiro central da via: cores vibrantes, áreas de convivência e novos equipamentos voltados ao lazer, esporte e bem-estar. Leia mais…
O Projeto de Requalificação da Orla de Stella Maris, Praias do Flamengo e Ipitanga acaba de ser é um dos destaques do Prêmio Antônio Sabino Iniciativas Transformadoras para a Sustentabilidade Ambiental e Climática, promovido pelo Governo Federal, por meio da Secretaria de Assuntos Internacionais e Desenvolvimento (SEAID) do Ministério do Planejamento. Coordenado pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), em uma elaboração participativa, o um projeto abrange uma faixa de orla de 5 quilômetros, perpassando diferentes localidades com características próprias, ampla visibilidade e uso por moradores e turistas,
Contando com o escritório de arquitetura Prado Valladares, escolhido mediante licitação pública, a FMLF, ao longo de quase dois anos (2015-2017), realizou dezenas de vistorias, estudos e reuniões técnicas, inclusive com o Projeto Tamar, para desenvolver um projeto de iluminação adequado à desova de tartarugas na região. O diálogo com a comunidade aconteceu com a realização de oficinas participativas que reuniu, em alguns encontros, mais de 100 pessoas entre moradores, comerciantes e frequentadores. As discussões detalharam cada trecho, rua, equipamento a ser instalado. E ao final deste processo intenso e rico, o projeto urbanístico geral foi aprovado por ampla aclamação dos participantes na última e mais concorrida reunião, onde também foi escolhida a Comissão de Acompanhamento do Projeto, formada por moradores.
É um projeto que valoriza a riqueza ambiental da área e insere importantes modificações como ciclovias, áreas para atividades coletivas – como yoga e tai-chi -chuan -, e uma nova estrutura de portais e acessos à praia com rampas garantindo a acessibilidade universal, assim como quiosques, paraciclos e mobiliário urbano próprio para a área. Um dos destaques é a preservação do cordão de dunas e a vegetação de restinga, inclusive com a implantação do Horto de Restinga com vistas a garantir a sua manutenção.
O destaque dado ao Projeto da Orla de Stella Maris-Ipitanga no Prêmio Antônio Sabino do Ministério do Planejamento reafirma o novo caminho que Salvador escolheu e segue escolhendo nos últimos anos: o caminho da requalificação urbana com respeito à natureza, do planejamento urbano com ampla participação popular e da gestão pública com eficiência e focada em realizações que mudam a vida de moradores e visitantes.
